Sertanópolis - Peritos do Instituto de Criminalística estarão hoje em Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina) para investigar a causa do incêndio que destruiu praticamente toda a fábrica da Pura Massa, localizada na Rua Jaime Bilhão, no Parque Industrial de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina), na madrugada de ontem. A empresa produz massas para lasanha e macarrão há oito anos e tem 25 funcionários. Ocupava dois barracões, totalizando 400 metros quadrados.
Vizinhos acionaram os bombeiros por volta das 4 horas. "Meu pai levou um grande susto quando acordou e viu a fumaça. Fiquei preocupado que as chamas acabassem se alastrando para a nossa metalúrgica e para outras fábricas também. Então fomos chamando todo mundo para ajudar", contou o metalúrgico Paulo Soares, que há mais de cinco anos ajuda o pai na empresa da família, localizada quase ao lado da fábrica incendiada.
Bombeiros de Ibiporã e Londrina controlaram o fogo. Eles permaneceram durante toda a manhã no local para o trabalho de rescaldo. Segundo o tenente Rafael Galante, durante o trabalho o telhado de zinco da estrutura chegou a ceder e o muro de concreto da fábrica rachou, agravando ainda mais a situação.
Segundo o tenente, ninguém ficou ferido. O encarregado de expedição Ricardo da Silva, que trabalha há quatro anos na fábrica, foi um dos primeiros funcionários a chegar ao local. "Tudo destruído, não restou nada. Algo realmente lamentável. A fábrica é de onde tiramos nosso sustento e agora nem sabemos o que vamos fazer", lamentou.
"Foi de cortar o coração ver tudo aquilo queimado e os funcionários chegando enfileirados para trabalhar. É uma situação muito difícil e que a gente se solidariza, porque poderia sermos nós", acrescentou o marceneiro Haroldo Rodrigues Dias.
O proprietário da fábrica não quis conceder entrevista. O advogado da Pura Massa, Vilson Silveira Júnior, informou que o incêndio consumiu insumos, mercadorias prontas em estoque e equipamentos. O prédio destruído era alugado e a empresa não tinha seguro.
"A partir de segunda-feira vai começar a reforma dos barracões. Enquanto isso, a empresa vai funcionar em um outro prédio alugado. Apesar do grande problema, a empresa não vai fechar as portas", garantiu Silveira.

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