Peritos apresentam laudos que incriminam Rambo; júri deve terminar sábado
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Cecília Negrão 
São Paulo, 13 (AE) - O segundo julgamento do ex-soldado da PM Otávio Lourenço Gambra, o Rambo, continuou hoje com o depoimento dos peritos que fizeram os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e da Universidades Estadual de Campinas (Unicamp). Os documentos comprovam que a bala que matou o conferente Mário José Josino saiu da arma de Rambo. A defesa tentou anular os laudos alegando que suas medidas não estariam corretas. O julgamento do ex-soldado só acabará sábado. Amanhã (14), deporão testemunhas da acusação e da defesa.
No primeiro julgamento, em outubro de 1998, Gambra foi condenado pela juíza Claudia Maria Carbonari a 59 anos e 6 meses de prisão pela morte do conferente Josino e por três tentativas de homicídio. Seus advogados recorreram da sentença e três desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo anularam o júri. Reconstituição - Os peritos Ricardo Molina e Glays Regina Petrís apresentaram aos jurados, por um telão no plenário, os métodos que foram utilizados na reconstituição do crime e levantamento de vestígios produzidos pelos disparos feitos pelos policiais. Imagens da fita original também foram utilizados. O objetivo era mostrar com mais clareza e detalhes que, durante a ação, os policiais não usavam insígnias de identificação da Polícia Militar. Glays, em entrevista á reportagem, afirmou que seu trabalho de perícia não poderia nunca ser comparado ao novo laudo (uma computação gráfica), que a defesa tentou incluir no inquérito. "O que eles queriam mostrar não é prova, é Hans Donner", ironizou Glays, referindo-se ao designer da Globo.


