Perito diz que vai esclarecer caso
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segunda-feira, 03 de maio de 1999
Agência Estado 
O diretor do Departamento de Polícia Científica de Alagoas, perito Aílton Villanova, que comandou o trabalho pericial da reconstituição dos últimos momentos do empresário Paulo César Farias e de sua namorada Suzana Marcolino disse ontem que o seu laudo servirá de desempate para duas versões que contam nos laudos oficiais, assinados pelos legistas Fortunato Badan Palhares e Daniel Munhoz.
Villanova disse que começou no último final de semana a ler os autos do inquérito sobre as mortes de PC e Suzana, ocorridas no dia 23 de junho de 1996. Segundo o perito, nos autos do inquérito existem elementos que conduzem para duas linhas de investigação: homicídio seguido de suicídio - defendida por Palhares - e duplo homicídio - defendida por Munhoz. Como a primeira tese já foi amplamente explorada, estamos tentando aprofundar a segunda, para que possamos ter um desempate, explicou Villanova.
Ele está sendo auxiliado pelos peritos Geraldo Barros, Rodolfo Paiva, Edmundo Firmino, Bráulio Zeferino e pelo fotógrafo Tomoryro. Segundo Villanova, durante a reconstituição não houve novidades no depoimento da cozinheira Marize Carvalho. Com relação à bala encontrada na cozinha da casa, essa informação consta nos dois laudos anteriores. Agora, existem alguns pontos fortes que discordamos, inclusive com relação às declarações dos seguranças, afirmou o perito.
Sobre os dois laudos anteriores, Villanova disse que há algumas falhas, mas que só poderá apontá-las quando terminar toda a leitura dos autos. O inquérito é complexo, são dez volumes, mais de duas mil páginas, muita coisa não tem a menor importância, portanto estamos fazendo um trabalho de garimpagem, destacou o perito, acrescentando que seu objetivo é aprofundar as investigações para saber quem matou quem.


