São Paulo, 27 (AE) - O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), reiterou hoje, em encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que não pretende perpetuar a política de atração fiscal entre os Estados. "Não temos interesse em desmontar outros Estados e sim criar uma complementaridade", afirmou. Perillo argumentou que a região apresenta boas oportunidades de investimentos e negócios, o que para ele já se constitui em ponto de atração, e disse que o Estado está aberto para receber empresas que queiram construir novas plantas fora de São Paulo.
"É possível que haja uma saturação em São Paulo. As sobras são bem-vindas", brincou. Ele afirmou que pretende fazer um processo de parceria com São Paulo, mas destacou que é importante "redistribuir o bolo" da riqueza do Brasil. Goiás tem só 2% do PIB do País. São Paulo tem quase 50%", argumentou.
Perillo defendeu também a votação da reforma tributária como forma de encerrar a guerra fiscal, possível pela sistemática atual de cobrança de impostos. Ele destacou como fundamentais três alterações: o fim das tributações cumulativas, o alargamento da base tributária e a tributação no destino dos produtos. E defendeu a criação de um novo órgão, com representação dos Estados e da União, que substituiria o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária ) e seria encarregado de normatizar e fiscalizar a relação entre os Estados. Os compromissos assumidos até aqui, na sua opinião, devem ser mantidos, mas futuramente precisa ser criada uma legislação única para o País.
A explanação do governador foi bem recebida pelos empresários presentes. O vice-presidente da Fiesp, Carlos Roberto Liboni, afirmou ter ficado impressionado com o discurso. Segundo Liboni, a indústria paulista não descarta investimentos em Goiás. O empresário disse que o Estado facilita a instalação de empresas à medida que fornece, além de alguns incentivos, uma boa infra-estrutura e o "reconhecimento público da missão de empreendedora das indústrias". "Goiás é uma boa opção", disse o presidente da entidade, Horácio Lafer Piva.

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