Periferia quer 240 abrigos de ônibus
Marcos Zanatta
De Maringá
Pedido foi feito à Secretaria de Transportes de Maringá pela Feabam; outras proteções para passageiros precisam de roformas
Um levantamento da Federação das Associações de Bairros de Maringá (Feabam) apontou que a periferia da cidade está precisando de 240 abrigos para passageiros do transporte coletivo. O número é muito maior porque levantamos apenas nos bairros onde existem associações, conta o advogado Luiz Acácio de Camargo Júnior, assessor jurídico da federação.
Um pedido formal foi feito à Secretaria de Transportes de Maringá, observando ainda que existem muitos abrigos que precisam ser reformados. A Feabam informou ainda que os moradores não querem a transferência dos pontos velhos do centro para os bairros.
O que vinha acontecendo, segundo Camargo, é que a prefeitura colocava abrigos novos no centro e levava os cogumelos para os bairros. Aquele tipo de abrigo não resolve nada porque não cobre nem a cabeça das pessoas em dias de sol, argumenta.
Os moradores também reclamam. O frentista Eduardo Mendes Gonçalves, que mora na Vila Morangueira, disse que o ponto onde toma ônibus, na Avenida Tuiuti, está sempre lotado e o abrigo serve apenas para fixar propaganda. Quando chove, todo mundo se molha, queixa-se.
A dona de casa Marta Sane Ribas, que pega ônibus na Avenida São Domingos, reclama que é muita gente para pouco espaço debaixo do abrigo. Isso aqui parece alguma coisa improvisada que vai ficar assim para o resto da vida. O garçon Juliano Lucas dos Santos, que mora no Conjunto Requião, diz que quando chove chega todo molhado no trabalho. Ele toma ônibus no ponto próximo ao Conjunto Campos Elíseos, onde tem uma cobertura. Nos outros pontos não existe nenhuma marquise por perto para se proteger a gente acha, reclama.
O secretário de Transportes de Maringá, José Henrique de Camargo, disse que no centro os abrigos são novos porque existia uma parceria com a iniciativa privada. Uma empresa instala, mantém os abrigos e pode explorar com publicidade. Na periferia não existe interesse, mas nós continuamos responsáveis pela instalação, afirma.
Camargo disse que foi a própria secretaria que pediu o levantamento da Feabam porque reconhece que os bairros não têm mesmo abrigos. Vamos analisar os pedidos e instalar abrigos de tamanhos diferentes, conforme a necessidade de cada ponto, explica o secretário.





