César AugustoMediçãoPeritos do Instituto de Criminalística trabalham na avenida Tiradentes: dados vão revelar a velocidade máxima do carro que atropelou VanessaO Instituto de Criminalística de Londrina realizou por volta das 20 horas de ontem um exame para complementar o laudo técnico sobre o atropelamento que causou a morte da estudante Vanessa Maia, 18 anos, no dia 15, na avenida Tiradentes (BR-369). Os dados colhidos irão servir para apontar qual era a visibilidade que o motorista tinha da vítima e também para calcular a velocidade máxima que o automóvel poderia estar no momento do atropelamento.
Esta semana, a Criminalística apurou a velocidade mínima do Gol que atropelou Vanessa: o automóvel corria a pelo menos 78 quilômetros por hora, quando a velocidade mínima permitida no local é de 40 km/h. O resultado foi obtido em função das marcas de frenagem que ficaram no asfalto.
Segundo o chefe-adjunto do IC, Geraldo Gonçalves de Oliveira, a expectativa é que até segunda-feira seja concluído o laudo técnico sobre o acidente, já com os novos dados calculados. Além disso, o instituto vai fazer um ‘‘teste de compressão das câmaras de motor’’ do Gol para saber se ele foi ou não turbinado - na primeira perícia, o automóvel não estava alterado. O outro automóvel que foi apontado por testemunhas que estaria participando do suposto racha, um Escort, também vai ser analisado.
Vanessa foi atropelada perto do meio-fio, quando tentava atravessar a pista, por volta da 1h20. Segundo testemunhas, o motorista do Gol que atropelou a estudante, Marcelo Coutinho, 18 anos, estava praticando um ‘‘racha’’ com o Escort conduzido por Edmar Mattos, 24 anos. Ontem à tarde a família da vítima promoveu um protesto .

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