Rio, 07 (AE) - A deputada Núbia Cozzolino (PTB-RJ), sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, acusa a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico de perseguição política. A deputada havia sido citada em uma fita entregue à CPI, supostamente gravada durante uma conversa entre o traficante Rogério Marcos Souza, o Dinho, ligado a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar, e o ex-motorista de Núbia, Geraldo Cabral. A perícia da fita, encomendada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) inocenta Núbia.
A denúncia feita contra a deputada se baseava na suspeita de que os carros da entidade que leva seu nome, o SOS Núbia, que promove obras sociais na região de Magé, no Grande Rio, transportem drogas. Ela teria sido citada na gravação como cúmplice de Dinho, que, em depoimento à CPI, na segunda-feira, afirmou não conhecer Núbia.
Realizada pelo perito criminal Mario Bonfatti, a perícia concluiu que a conversa foi travada entre Geraldo Cabral e um amigo, o vigia Edson dos Santos. Ambos já haviam dito, na Alerj, que gravaram a fita sem saber que ela seria usada contra a deputada. "Todo mundo já sabia que era uma farsa", disse Núbia. A fita agora será periciada novamente à pedido da CPI.
"Minha vida foi destruída por causa de denúncias infundadas, e os culpados não serão punidos por isso", disse a deputada, referindo-se a Eliseu Pires e Dejair Correa, assessores do prefeito de Magé, Nelson Mello, que é seu inimigo político. Procurado, o prefeito não foi encontrado assim como os seus assessores. Núbia entrou com ações no Ministério Público contra os dois, por calúnia e difamação. "Os integrantes da CPI já sabe que erraram mas não vão assumir isso publicamente", afirmou a deputada.

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