Londrina - O Instituto de Criminalística do Paraná realizou ontem, no Bristol Residence Hotel, uma reunião de trabalho para tratar da descentralização do trabalho de perícia no Estado.
Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, Antônio Siqueira, há um mês foi criada a subdivisão do interior do Instituto de Criminalística, cuja sede fica em Londrina e que atende as seções de Londrina, Maringá, Umuarama, Cascavel, Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu.
''A reunião de hoje estabeleceu que deve haver uma integração maior da Capital com o Interior, apresentamos um plano de trabalho e o estabelecimento de metas'', declarou Siqueira.
O diretor explicou a necessidade de se estabelecer convênios com laboratórios e universidades para ajudar na solução dos crimes. Ele admitiu que existe um déficit de pessoal, mas afirmou que há um plano de promoção e que se o processo for aprovado pelo governo serão mais 40 peritos no Estado, que se somarão aos 172 que existem, metade do considerado ideal. '' O prazo para que isso aconteça será curtíssimo, mas ainda não temos uma data'', revelou.
O diretor conta que o impacto para a contratação de novos peritos não teria ''muito impacto'' na folha de pagamento do Estado. '' Seria de aproximadamente 0,05%.''
Siqueira também disse que existem planos para a construção de laboratórios no Interior e da construção de uma sede, que ficaria junto ao Instituto Médico Legal. '' A nova sede do IML deve ter sua construção antecipada e depois realizaremos o projeto do Instituto de Criminalística'', contou.
Segundo o coordenador da subdivisão do interior, Luís Noboru Marukawa, a descentralização permitirá que os problemas internos e questões mais simples sejam resolvidos de forma mais ágil e as questões que fogem da alçada deles ficarão por conta do governo.'' O governo tomará as decisões de acordo com o que for repassado pela gente e é um grande passo, pois até agora todas as decisões dependiam de Curitiba e agora nós seremos os 'olhos' do diretor'', explicou.
O diretor da Divisão do Interior Marco Aurélio Pimpão conta que o maior desafio da regionalização são os exames de perícia serem realizados em Curitiba. ''Atualmente para se fazer um exame de comparadores balísticos as armas precisam transitar, por exemplo, de Foz do Iguaçu a Curitiba e isso representa um risco muito grande'', declara. Ele diz que os exames de telefonia celular e de computadores também precisam ser realizados na Capital.
Durante a reunião também foram entregues para as seções do Interior 23 maletas de perícia equipadas com lanternas forenses, notebooks, câmeras fotográficas e outros equipamentos necessários para o exame da cena do crime.

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