RIO - Funcionários do Metrô pretendem concluir dentro de no máximo 10 dias a perícia que apura as causas da colisão entre duas composições, anteontem, na estação Del Castilho. No choque, 22 pesssoas ficaram feridas. A direção da companhia acredita em duas hipóteses para o acidente: um erro de cálculo do maquinista ou falha mecânica nos freios de uma composição.
O choque entre os dois trens aconteceu por volta de 9 horas - horário do rush - e gerou um grande pânico na estação. A composição número 205 estava parada na estação Del Castilho, quando foi atingida na traseira pela de número 207 - ambas iam de Vicente de Carvalho em direção ao Estácio, linha dois do metrô carioca.
Segundo passageiros, o trem número 207 estava a cerca de 60 quilômetros por hora. Todos os passageiros feridos já foram liberados. O estudante Cléber Pereira Pinto, 23 anos, foi o caso mais grave. Ele sofreu traumatismo no tórax e fraturou costelas e a perna direita.
O trecho na linha 2 do metrô carioca, onde ocorreu o acidente, funciona sem sistema de sinalização. A segurança no trajeto depende somente de funcionários que despacham os trens com um simples telefonema. Caso ocorra uma falha humana, não existe dispositivo para impedir o acidente. Engenheiros da companhia afirmam que o tráfego neste trecho é ultrapassado. Para agravar ainda mais a situação na linha 2, funcionários revelaram que há falhas na comunicação pelo rádio das composições.
A colisão também expôs a fragilidade no esquema de salvamento do Metrô. Os passageiros feridos aguardaram cerca de 40 minutos para serem removidos aos hospitais. As ambulâncias da companhia chegaram atrasadas. Para comprometer ainda mais o esquema, não existe departamento médico nas estações e os seguranças demostraram que não são preparados para trabalhar em situações como a ocorrida sexta-feira. Alguns seguranças chegaram a xingar e tentar agredir os passageiros.

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