Londrina - Destaque em filmes, seriados e jogos eletrônicos, a perícia criminal despertou o interesse de cerca de 70 alunos e professores das 3ª séries do Ensino Médio do Colégio Londrinense e do cursinho do Med Smart Anglo na manhã de ontem no Campus Canadá, da UniFil. Eles tiveram oportunidade de sabatinar o perito criminal do Estado de São Paulo, Alexandre Hamada e tirar dúvidas sobre o que é mito ou realidade na profissão. Formado em Química, o especialista fez a simulação de um atropelamento e pediu a ajuda de participantes para solucionar o crime.
A todo momento, Hamada pausava a simulação para explicar conceitos e processos químicos usados nas análises de sangue, drogas, identificação de digitais e outros materiais genéticos. Água oxigenada, cola rápida, e outras substâncias faziam parte da lista básica de equipamentos para os testes usados na resolução do crime em questão. Os alunos tiveram que lidar com as moléculas para encontrar pistas do suspeito.
A aplicação prática das fórmulas que serão exigidas nos vestibulares tornou o entendimento mais fácil para os alunos. Quando as cortinas foram fechadas, e o projetor ligado, a tela inicial parecida com a do famoso jogo de Facebook, Criminal Case, já fisgou os estudantes. "Este é nosso objetivo, conciliar questões de vestibular com o mundo real", explicou o professor Vinícius Montai.
"A perícia criminal está na moda e é um tema que desperta a atenção dos jovens. Então, temos de usar isso pedagogicamente e ajudar a formar novos químicos, físicos, biomédicos", avaliou Hamada. O perito integra desde 2008 o Núcleo de Perícias e Crimes Contra a Pessoa da capital paulista. Recentemente, o grupo atuou em casos marcantes como o suicídio do músico Champgnon, da extinta banda Charlie Brown Jr, e do caso da família Pesseghini.
A estudante Sophia Vieira Stutz, 17 anos, está prestes a concluir o 3º ano do Ensino Médico e já decidiu pelo curso de Química para prestar vestibular. "Gosto muito da área forense. Esta aula de hoje serviu para eu ter certeza de que é isso mesmo que eu quero", contou. Ela acompanhou atentamente todas as etapas da perícia, desde a cena do crime, passando pela investigação até a identificação do suspeito por meio de amostra de sangue, com o teste de luminol.
A atividade mostrou que nem sempre o que se vê na televisão é verdade. Testes com reagentes químicos e luminol nem sempre são tão coloridos ou brilhantes como na ficção. "A TV precisa deste impacto, mas a vida real requer muita atenção do perito, pois não há espaço para dúvidas. A responsabilidade é grande", alertou Hamada. "É muito legal saber realmente como funciona este serviço tão importante para a sociedade", destacou o estudante Danilo França Nakai, 17 anos.

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