São Paulo- A explosão de um celular é possível causa de um incêndio ocorrido na noite do último domingo em uma casa em São Pedro (198 km a noroeste de São Paulo). A moradora do imóvel afirma que deixou o aparelho carregando no quarto e saiu. Quando retornou, encontrou a casa parcialmente destruída. Segundo informações da Delegacia Seccional de Piracicaba, o fogo atingiu o quarto e parte da sala da casa, porém, apenas a perícia apontará a causa do incêndio.
A Motorola - fabricante do celular - recolheu o aparelho para análise. Em nota, a empresa afirma que ‘‘o incidente relatado é raro e pode ter sido causado por diferentes fatores’’.
  Diz, ainda, que ‘‘é prematuro especularmos sobre as causas do incidente até que tenhamos um laudo técnico que averiguará, dentre outras coisas, a originalidade dos produtos e sua forma de utilização’’.
  Desde março, ao menos quatro casos de aparelhos incendiados foram registrados no país. No dia 10 de abril, uma jovem de 21 anos sofreu queimaduras na perna depois do superaquecimento de seu aparelho celular, que estava no bolso da saia, em Salvador (BA). Ela disse que sentiu o aparelho da marca LG -modelo C1100- esquentar.
  No início do mês, uma dona-de-casa de São José do Rio Preto (SP) teve queimaduras nas costas e nas mãos depois que seu celular da marca Motorola explodiu, enquanto estava acoplado ao carregador.
  Uma estudante paulista e uma jornalista carioca também tiveram aparelhos da mesma marca incendiados desde março. Na época, o fabricante informou que eram casos isolados e que ressarciria os clientes após a conclusão dos laudos.
Os usuários de telefones celulares ainda terão que esperar cerca de quatro meses para obterem da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) garantia de qualidade das baterias de celulares disponíveis no mercado.

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