As pessoas que não sabem ler e escrever, em Londrina, têm praticamente o mesmo perfil que no restante do país são idosos, moradores da zona rural e na sua maioria têm renda inferior a um salário mínimo. Londrina possui 60.934 analfabetos funcionais, pessoas com menos de quatro anos de estudo, o que equivale a 18,4% da população.
O analfabetismo atinge pessoas de todas as faixas etárias, na cidade, mas com intensidades diferentes. A maior concentração de analfabetos está na população com idade de 60 anos ou mais. Nessa faixa etária o índice de analfabetos é de 26,1% da população. Na faixa entre 45 a 59 anos, o índice cai para 10,9%. O menor índice está na faixa entre 15 a 19 anos, com 1% de analfabetos, e na faixa entre 10 a 14 anos, com 1,1%.
Assim como no restante do país, as taxas de analfabetismo estão diretamente relacionadas à renda familiar. Na população de 15 anos ou mais, o índice de analfabetismo é de 22% entre pessoas com rendimento inferior a um salário mínimo. O índice cai para 1,7% na população que tem rendimento maior que dez salários mínimos. A taxa de analfabetismo também é superior entre a população rural, 16,9% contra 6,8% da população urbana.
O número médio de séries concluídas na cidade, 7,61, mostra que falta pouco para que a população complete pelo menos as oito séries do ensino fundamental. Londrina não faz parte das 19 cidades brasileiras onde a população possui mais de oito anos de estudo, mas está longe de outros 1.796 municípios, onde a escolarização média é inferior a quatro séries concluídas, o que não é suficiente para o término do primeiro ciclo do ensino fundamental.
Londrina, segundo a pesquisa, tem 2.073 professores atuando no primeiro ciclo do ensino fundamental regular e 1.351, no segundo ciclo. Na educação de jovens e adultos são 568 docentes.

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