Peres diz que Barak é de confiança
Cairo, 06 (AE-AP) - O primeiro-ministro eleito de Israel
Ehud Barak, retomará rapidamente as negociações de paz com todas as partes, afirmou hoje (06) o ex-premier Shimon Peres. "Barak é um homem de palavra. O que ele diz será feito", disse Peres, durante o Encontro da Aliança Internacional para a Paz entre árabes e Israelenses, patrocinada pela Alemanha e União Européia, no Cairo, Egito. "Não levará muito tempo para vermos a renovação do processo de paz", completou. As negociações de paz com a Síria e o Líbano estão suspensas desde o início de 1996, quando os negociadores israelenses e palestinos falharam em obter progressos significativos durante o governo de linha dura do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Barak tem prometido avançar nas negociações com os palestinos e a Síria e retirar as forças israelenses do Líbano em 12 meses. Shimon Peres assegurou aos participantes da conferência que Barak cumprirá sua palavra. "Israel irá retirar-se do Líbano em junho do ano 2000". Há uma grande maioria pela paz neste governo", afirmou, referindo-se à coalizão de sete partidos formada pelo primeiro-ministro eleito. "Não conheço uma pessoa que se oponha à paz neste governo", completou. O ex-ministro da Educação de Israel, Shulamit Aloni, manifestou igual otimismo com relação ao novo governo. "Confiem no povo de Israel, eles votaram pela paz, pois estão cansados da guerra", afirmou na conferência. O enviado da União Européia para o Oriente Médio, Miguel Moratinos, disse que os líderes da Síria manifestaram sua "satisfação com o governo do primeiro-ministro eleito de Israel e que estão esperançosos por uma retomada das negociações o mais rápido possível". No entanto, em Damasco, na Síria, o grupo palestino de linha dura, a Frente Popular para a Libertação da Palestina, condenou a conferência que está sendo realizada no Cairo. Eles argumentam que a mesma é uma forma de dar "apoio à Israel, que está organizando e praticando uma política assassina e terrorista no Líbano e que nega a legitimidade dos direitos dos palestinos".





