São Paulo, 15 (AE) - A Perdigão deverá fechar o ano com uma receita estimada em torno de R$ 1,750 bilhão, acréscimo de 23,2% sobre 98. Os investimentos somaram R$ 153 milhões, 15% superior ao desembolsado no ano anterior, gerando 1200 novos postos de trabalho no País. Para o ano 2000, os investimentos deverão atingir R$ 140 milhões, sendo 70% pela unidade de Rio Verde (Goiás) que começa a operar em julho. A plena carga será o maior complexo agro-industrial da América Latina, aumentando em 50% a capacidade instalada da empresa. Dos 1600 empregos a serem criados no próximo ano, cerca de 40% serão absorvidos neste projeto.
"O volume de vendas da empresa deve crescer 10% no ano 2000, percentual este superior ao projetado para o crescimento médio do mercado de carne", afirma Nildemar Secches, presidente da Perdigão. Segundo ele, isso será possível graças ao aumento da capacidade instalada a partir da unidade do Sudoeste Goiano, à linha de produtos que deverá ser ainda mais diversificada e à estrutura de distribuição. Secches diz que os custos das matérias primas (milho e soja) deverão apresentar um aumento de 5% a 10%. " Isto considerando que o crescimento do PIB para o próximo ano será próximo a 3,5%, a inflação anual próxima a 7% e a variação inferior a 3%".
Exportações - As vendas ao mercado externo, neste ano, responderam por 34% do faturamento líquido da empresa, alcançando R$ 517 milhões, 68% superior a 98. O crescimento, explica, deu-se em função da desvalorização cambial de incremento nos volumes exportados. Pelos seus cálculos, no próximo ano, a receita deverá crescer algo em torno de 12%.
Marketing - Segundo o presidente da Perdigão, os investimentos em marketing programados para o ano 2000 estão em torno de R$ 38 milhões. A previsão é de lançar 30 novos itens, elevando mix para 400 produtos no mercado interno. Ao longo deste ano, foram lançados 40 produtos entre congelados e industrializados. No acumulado do ano a participação da empresa no segmento de carnes industrializadas é de 22,7% e de carnes congeladas 30,4%.
Natal - A Perdigão deverá comercializar 5,5 milhões de unidades de Chester neste natal, volume 10% superior ao vendido no ano passado. A previsão é de que a linha Festa - tender, presunto defumado e pernil - cresça 20% sobre o período anterior, chegando a 1000 toneladas. e)
Custos - Segundo o vice-presidente Comercial da Perdigão
João Rozário da Silva, os custos, ao longo do ano subiram 7% e a empresa até agora conseguiu repassar apenas 2% para o preço final do produto. "A intenção é transferir para o consumidor mais 1% destes custos até final de dezembro", afirma. Wang Wei Chang, diretor financeiro, disse que a dívida da Perdigão em 30 de setembro era de R$ 473,9 milhões.
A Perdigão está estimando o dólar a R$ 1,90 para o final do ano 2000. Segundo o presidente da empresa, Nildemar Secches, com o dólar neste nível deverá elevar as exportações. Segundo ele, a Perdigão projeta um giro médio entre 16% a 17% ao ano para 2000, um patamar mais baixo que os atuais. "A expectativa é de que a inflação anual em 2000 fique em torno de 7% ao ano", disse. Segundo Secches, estas projeções são baseadas no otimismo gerado pelo fato de o País ter conseguido as metas fiscais no acordo com o FMI. Ele acredita que já no início do próximo ano haverá um ingresso maior de recursos externos, cujo volume deverá variar de acordo com o resultado da Reforma Tributária. Ele disse também que o crescimento do PIB para 2000 está sendo projetado em 3,5%, devido principalmente ao sentimento de queda na inadimplência geral.
Trabalho - De acordo com o presidente da Perdigãoe a empresa irá gerar cerca de mil novos postos de trabalho no ano 2001, devendo repetir a mesma taxa de crescimento no ano seguinte.

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