Rio de Janeiro - Morador da casa onde Elias Maluco foi encontrado, o camelô Marcos Antônio Bragança, 33 anos, disse que só abrigou o traficante porque teve medo de morrer. A casa, que tem dois andares e é feita de alvenaria, fica no beco do Brizola, na subida do morro do Alemão.
  De acordo com a Polícia Civil, Bragança não tem antecedentes criminais e não será indiciado por ter abrigado o traficante.
  Elias Maluco estava desarmado, sem camisa, de bermudas, descalço e não resistiu. O inspetor João Carlos Couto, 45 anos, da Divisão de Capturas-Oeste da Polinter, contou que viu o traficante por uma fresta, atrás de uma porta. ‘‘Quando entrei, se entregou, implorando para não ser esculachado.’’
  ‘‘Perdi, chefia. Não me esculacha, não’’, disse o traficante. Moradores da favela denunciaram onde era o esconderijo.
Corrupção - O corregedor-geral de Polícia Unificada, Aldney Peixoto, disse ontem que ouvirá Elias Maluco para confirmar as denúncias de que ele, desde a morte de Tim Lopes, vinha sendo protegido por policiais corruptos.
  Em agosto, a corregedoria recebeu uma denúncia de que Maluco teria sido preso em São Gonçalo (região metropolitana do Rio) mas, para continuar em liberdade, teria pago R$ 600 mil para policiais.
  No início do mês, o corregedor mandou um recado ao traficante pelo advogado Paulo Roberto Cuzzuol, oferecendo garantias de segurança para que Maluco se entregasse. O corregedor disse que temia que Maluco fosse morto pelos próprios policiais que supostamente o protegeriam, como ‘‘queima de arquivo’’. O traficante recusou a ajuda.

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