Brasília, 23 (AE) - A perda das aplicações de investidores institucionais de peso provocou a quebra do Banco Crefisul, liquidado na manhã de hoje pelo Banco Central (BC). "Com as notícias sobre a situação financeira das empresas controladas pelo proprietário do Crefisul (Ricardo Mansur), muitos destes investidores institucionais optaram por não renovarem suas aplicações no banco por temerem que a instituição também não estivesse financeiramente saudável", disse uma fonte do BC à AGÒNCIA ESTADO. Sem o dinheiro destes investidores, o Crefisul, que tem sede em São Paulo, começou a recorrer ao redesconto do BC. "Isto começou a acontecer há cerca de duas semanas, quando o banco estava devendo algo em torno de R$ 15 milhões ao redesconto", disse esta fonte. O valor, no entanto, pode ter se elevado nos últimos dias antes do anúncio da liquidação e a decisão foi tomada, de acordo com esta fonte, porque as garantias dadas pelo Crefisul para tomar novos empréstimos deixaram de ter a qualidade desejada pela autoridade monetária. O Crefisul, além de dever ao redesconto, tem um outro débito de aproximadamente R$ 90 milhões por causa do uso de recursos do Proer na compra do Banco Antônio Queiroz. "Mas, neste caso, já tínhamos as garantias em operações de crédito do próprio Antônio de Queiroz que nos foram dadas pelo Crefisul", disse esta fonte. Antes da liquidação anunciada hoje, o BC tentou encontrar um novo controlador para o banco.
A operação, entretanto, não foi possível. "O banco não estava em condições de ser vendido e por isso não mudamos o seu controle", afirmou esta mesma fonte.

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