É comum ouvir de quem está fora do peso a frase ''sou gordinho, mas sou saudável''. Nada mais que um engano, segundo o endocrinologista Leonardo Higashi. ''Cerca de 80% dos que estão fora do peso têm doenças associadas, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, além do maior risco de desenvolverem câncer, alzheimer, dor crônica e doenças osteoarticulares. A obesidade além de matar mais, diminui muito a qualidade de vida'', alerta.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o médico, mostram que a obesidade é considerada pandemia mundial. ''Números mostram que, em 2005, eram cerca de 1 bilhão de pessoas com sobrepeso e mais de 400 milhões de obesos no mundo. A estimativa é que em 2015, isso chegue a 2,3 bilhões de pessoas acima do peso e mais de 700 milhões de obesos. No Brasil, quase metade de população está fora do peso, entre obesos e com sobrepeso'', aponta.
O especialista defende que por ser uma doença crônica, a obesidade deve ser tratada como tal. Isso significa, por exemplo, que não adianta fazer dietas muito restritivas, que a pessoa não vai conseguir seguir por muito tempo. ''Estudos mostram que pacientes perdem mais peso com dietas mais realistas do que com as restritivas, pois a pessoa tem é que aprender a comer de forma saudável'', afirma.
Da mesma maneira individualizada que a dieta, deve ser a prescrição de exercícios físicos. ''A pessoa que está fora do peso tem mais risco de lesão, por isso é preciso ensiná-la a fazer atividade. Isso precisa ser monitorado, pois se o exercício é de pouca intensidade, a pessoa não alcança o patamar de frequência cardíaca necessário para perder gordura'', avalia.(C.P.)

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