Perda da poupança em maio foi inferior à de abril
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Vânia Cristino 
Brasília, 07 (AE) - A caderneta de poupança fechou o mês de maio com uma captação líquida negativa (saques superiores aos depósitos) de R$ 223,78 milhões. A perda de depósitos na poupança no mês de maio foi bastante inferior à verificada em abril, quando a captação líquida negativa ultrapassou a R$ 1 bilhão.
Segundo dados do Banco Central, a poupança acumulou, até maio, uma captação líquida negativa de R$ 1,29 bilhão. Com exceção do mês de fevereiro, que registrou um saldo líquido positivo de R$ 791,58 milhões, a poupança vem registrando, até agora, saques superiores aos depósitos.
Segundo os técnicos do Banco Central a perda da poupança foi motivada pela queda da rentabilidade, provocada por um redutor da Taxa Referencial de Juros (TR) bastante elevado nos primeiros meses do ano. Em abril passado, para vigorar a partir deste mês, o Banco Central mudou o cálculo do redutor, que passou a ser calculado diariamente.
Com a nova forma de cálculo, o BC acredita que o rendimento da poupança acompanhará, mais de perto, o resultado dos demais ativos. A nova fórmula foi concebida de modo a suavizar a alteração das taxas de juros, devendo o rendimento da poupança corresponder a 65% da Taxa Básica Financeira (TBF) líquida, ou seja, a média de captação dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).
Em maio, segundo o Banco Central, quem mais perdeu depósitos foi o Fundo de Renda Fixa Capital Estrangeiro, que terminou o mês com uma captação líquida negativa de R$ 329 milhões. Os maiores resultados positivos foram obtidos pelo FIF 60 (Fundo de Investimento Financeiro), que captou R$ 1,45 bilhão; FIF 30, com captação de R$ 231 milhões e CDB préfixado, com captação líquida positiva de R$ 194 milhões.


