Pequim se prepara para festejar 50 anos da China comunista
Pequim, 29 (AE-ANSA) - Pequim prepara a celebração dos 50 anos da China comunista com um grande desfile festivo, mas também com 850 mil pessoas destinadas a patrulhar a cidade para prevenir atentado, em meio a versões que levam a supostos planos de fundamentalistas islâmicos provenientes da ásia central e Rússia.
Cerca de 50 mil pessoas, entre elas 20 mil militares, participarão do desfile, o 13º desde que, em 1º de outubro de 1949, Mao Tsé-tung proclamou que "a China se pôs de pé" e terminou com as humilhações causadas pelo imperialismo ocidental.
A marcha - que incluirá carros alegóricos, aviões militares e crianças em patins - percorrerá a Avenida Changanjie (Da Grande Paz), sob o retrato de Mao fixado sobre Tiananmen, a Porta da Paz Celestial, que dá nome à famosa praça.
No palanque, sobre o rosto de Mao, ficarão os principais dirigentes da China. Nas tribunas, os enviados diplomáticos e os 1.800 jornalistas credenciados.
O desfile começará às 10h (horário local), depois de um discurso do presidente Jiang Zemin, e terá duração de duas horas. Entretanto, a maioria dos pequineses poderá assistir a marcha apenas pela televisão, já que, por razões de segurança, o acesso será restrito.
Os turistas abonados que reservaram há meses quartos nos hotéis que dão vista para a Avenida Changanjie e que gastam cerca de US$ 750 por noite terão que deixar prontamente seus aposentos. Isto porque a polícia ordenou que ninguém poderá ficar nos quartos das 8h às 13h.
O temor diz respeito a eventuais atos de terrorismo, suja possibilidade contagiou inclusive os mais indiferentes, levando todos em Pequim a falar de planos de integristas islâmicos procedentes da ásia central e Rússia para realizar atentados na capital chinesa.
Verdadeiras ou falsas as versões - que mencionam um rechaço islâmico ao domínio chinês nos confins ocidentais do país -, o fato é que os controles de segurança se proliferam nas ruas de Pequim.
Nenhum chinês, a não ser que viva na cidade ou tenha uma permissão especial, pode entrar na capital nesses dias de festa.
Desde a madrugada até a noite de primeiro de outubro, Pequim ficará virtualmente ilhada. Seus 12 milhões de habitantes poderão sair de suas casas, porém sem se distanciar do bairro em que vivem.
As comemorações custarão 300 milhões de yuanes (cerca de R$ 60 milhões), mas para o embelezamento de Pequim o governo gastou outros R$ 20 milhões.
Três milhões de metros quadrados de cortiços foram colocados a baixo no centro da cidade para deixar espaço vazio para o verde. Os habitantes que moravam no local foram transferidos para a periferia da cidade.
Também há 50 anos muitos chineses tivera que se mudar, quando as autoridades revolucionárias derrubaram 17 mil metros quadrados de casas para criar um espaço livre a fim de convocar as massas. Esse espaço é ocupado agora pela Praça Tiananmen, com capacidade para receber 160 mil pessoas.





