Hong Kong, 12 (AE-AP) - A China permitirá que outro avião da força aérea dos Estados Unidos pouse em Hong Kong na próxima semana, informou nesta quinta-feira (12) um oficial norte-americano. A aprovação do governo de Pequim indica um pequeno degelo no recente endurecimento nas relações sino-norte-americanas, resultado do bombardeio da embaixada chinesa na Iugoslávia por forças da Otan e do envolvimento dos Estados Unidos no conflito entre Taiwan e China. O governo chinês informou que o avião da força aérea dos Estados Unidos C-21 poderá aterrissar em Hong Kong na próxima quarta-feira, por uma noite, para pegar uma delegação de congressistas norte-americanos, que estará transitando pelo território, informou Barbara Zigli, porta-voz do consulado dos Estados Unidos em Hong Kong. A China está encarregada das questões de defesa e de relações internacionais de Hong Kong desde que recebeu de volta dos britânicos a soberania do território, em julho de 1997. Quando Pequim e Washington desfrutavam de relações amigáveis, o governo chinês autorizava todas as visitas militares norte-americanas em Hong Kong. Em maio, Pequim proibiu o pouso de um avião militar dos Estados Unidos no território em retaliação ao bombardeio à embaixada chinesa na Iugoslávia, que Washington alega ter sido um acidente. No entanto, em julho, os chineses permitiram o pouso de um cargueiro militar norte-americano e, poucos dias depois, fechou a porta novamente para outro vôo. Analistas políticos dizem que Pequim quer manter não-autorização de pouso como forma de pressão sobre os Estados Unidos, especialmente em meio as recentes tensões entre China e Taiwan. Desde o início, Washington tem reiterado sua política de reconhecer apenas uma China, assim como a sua desaprovação à independência de Taiwan. Contudo, os Estados Unidos tem uma obrigação legal de tomar qualquer ameaça militar contra Taiwan de forma séria.

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