Pequenos toques de cura
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de abril de 2007
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Imagine que boa parte dos traumas - físicos e emocionais - que você sofre na vida fiquem ''gravados'' no seu corpo e repercutam de diferentes maneiras, inclusive na forma de doença. Agora imagine que no corpo também há um mapa, onde é possível localizar esses eventos e a partir deles desencadear um processo de cura. Essa é a base da microfisioterapia - em francês micro kinesitherapie - criada pelos fisioterapeutas franceses Daniel Grosjean e Patrice Bénini.
A técnica, segundo a fisioterapeuta Riane Scremin, de Londrina, é baseada nos princípios da homeopatia - pequenas doses e cura pelo semelhante. No caso da microfisioterapia, são os microtoques, palpações suaves e precisas que simulam a agressão recebida. Isso faz com que o corpo receba a mensagem de que deve reagir e fazer a autocorreção do problema.
Ela explica que os bloqueios podem aparecer nos tecidos muscular, nervoso, genitais e mucosa, causados por agressões físicas ou emocionais, e são identificados pela resistência da pele. Um exemplo é uma perda familiar, que fica na memória do corpo, e pode deformar as células. ''Às vezes, isso tem efeito cascata. É a agressão emocional que causa gastrite, ou um episódio de tristeza muito grande que favorece o câncer de mama'', explica.
A técnica, segundo ela, funciona bem em casos de depressão, distúrbios do sono, distúrbios hormonais, alergias e enxaquecas, muitas vezes causados por sentimentos de injustiça e abandono. Pode ser usada até mesmo em bebês e crianças, que também podem sofrer com esses sentimentos. A fisioterapeuta lembra que um choque, um susto ou um acidente demora para repercutir no organismo, pelo menos seis meses, e por isso normalmente o paciente não relaciona causa e efeito.
Usar medicamentos, segundo ela, podem cortar os sintomas da doença, mas se a causa permanecer no corpo, certamente vai aparecer em outro lugar. ''É como se você tampasse uma válvula de escape, mas isso não impede que a agressão se manifeste em outro lugar'', compara.
Os fisioterapeutas franceses criaram um mapa com caminhos diferentes a serem percorridos, conforme os dados que o microfisioterapeuta encontra no corpo do paciente com as apalpações. ''(O procedimento) começa com um controle global, e conforme os dados, vamos fazendo pontos de ligação diferentes, que significam uma reprodução da lesão. É importante ressaltar que não é o microfisioterapeuta que cura, ele apenas desencadeia no corpo do paciente o processo de autocura'', explica.
Depois de apenas uma sessão, o corpo precisa de 30 a 60 dias para se reorganizar, liberar o que havia de ruim, e se recuperar. ''Por isso, junto com o tratamento aconselhamos o paciente a tomar muita água para liberar as toxinas'', afirma. Podem acontecer reações físicas ou emocionais, entre elas diarréia, vômito, febre, cansaço ou muita tristeza.
Após 30 ou 60 dias da primeira sessão, o paciente passa por nova avaliação, e se necessário é submetido a outras sessões, que também podem ser feitas de forma preventiva. ''É bom deixar claro que a microfisioterapia é um tratamento complementar à medicina e outro tratamento que a pessoa esteja fazendo não deve ser interrompido'', avalia
Serviço: Mais informações sobre o assunto através do telefone 943) 3324-3101


