Porto Alegre, 26 (AE) - Quatro entidades de pequenos produtores pediram hoje ao Ministério Público Federal que abra uma "investigação rigorosa" sobre o estímulo e indução ao plantio de soja transgênica no Rio Grande do Sul. A reivindicação foi encaminhada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores do Rio Grande do Sul, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do RS, Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do RS e Movimento dos Atingidos por Barragens.
Todos querem averiguações sobre o Clube dos Amigos da Terra, nos municípios de Cruz Alta, Júlio de Castilhos e Tupanciretã; a empresa Monsanto; e os prefeitos dos municípios de Cruz Alta e Jóia. Os indícios apresentados pelas quatro entidades incluem reuniões e "dias de campo" que incentivariam o plantio de soja geneticamente alterada. Além disso, mencionam declarações públicas de autoridades de que serão semeados um milhão de hectares da planta transgênica e que o plantio - hoje proibido no País - logo será liberado. Para o MST no Estado, a área que abrigar lavouras de soja transgênica deve ser destinada à reforma agrária.

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