Não é possível prever ou evitar, mas alguns cuidados reduzem os riscos da morte súbita em crianças. É o que orienta o pediatra e homeopata Maurilio de Oliveira, de Londrina.
Cuidados como colocar a criança para dormir de costas, não de bruços. A orientação das Sociedades Brasileira e Americana de Pediatria se justifica - não se sabe a razão, mas dormir de bruços eleva de três a sete vezes as chances de morte súbita. Enquanto dormir de lado, a chance aumenta em duas vezes.
Outra orientação é deixar o bebê com a cabeça um pouco elevada, quando deitá-lo logo após mamar. ''Também oriento a colocar o bebê para dormir com a cabeceira do berço ligeiramente elevada, mas não com travesseiro acima dos três centímetros, que prejudica a respiração'', orienta o pediatra.
Ele explica que a morte súbita se caracteriza pelo óbito da criança não previamente doente e quando não há uma evidência do que causou sua morte. ''É a morte inesperada em crianças assintomáticas'', ressalta.
Não há causas definidas para a morte súbita, mas crianças com baixo peso, que vivem em lares onde há fumantes ou que não foram amamentadas, explica o pediatra, têm a chance de morte súbita aumentadas em quatro vezes.
A maioria dos casos de morte súbita ocorre entre em crianças com um mês a um ano de idade, com mais intensidade entre um a quatro meses. ''Quando acontece em crianças com mais idade não entra no conceito de morte súbita e podem ser casos de arritmia cardíaca, cisto ou aneurisma, por exemplo'', explica. Em adultos, a morte súbita é causada em 90% dos casos por parada cardiorrespiratória.
Apesar de ser o grande ''pavor'' de pais e mães de primeira viagem, a incidência da morte súbita é pequena. Segundo Oliveira, no Japão acontece um caso para cada grupo de duas mil crianças, e na Inglaterra, dois casos para cada grupo de dois mil. A diferença, segundo o médico, se dá porque na Inglaterra o controle estatístico é maior.
No Brasil não há estatísticas, mas ele acredita que o número de morte súbita em crianças seja semelhante ou menor que desses dois países. Isso porque no Brasil, a mortalidade infantil ainda tem como maiores causas infecções, desidratação e desnutrição. ''Em países onde não há isso, a morte súbita 'aparece' mais''.

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