Pequeno estado Tuvalu de luto por morte de 19 estudantes
Sidney, 10 (AE-ANSA) - O minúsculo estado-arquipélago de Tuvalu, no Pacífico - nove atóis da Polinésia com menos de 10 mil habitantes - está de luto por causa da morte de 18 estudantes mulheres e uma zeladora.
As jovens, com idades entre 14 e 17 anos, e a mulher, ficaram presas no dormitório que estava trancado durante a noite enquanto outras 18 estudantes conseguiram escapar das chamas depois de derrubar uma porta.
O incêndio começou durante a noite enquanto as jovens e a zeladora dormiam no velho edifício de madeira do colégio Motufoua, no atol de Vaitupo, a única escola secundária do país.
Segundo as primeiras investigações, o incêndio foi causado pela chama de uma vela usada por uma aluna que, contra os regulamentos, decidiu acendê-la mas dormiu antes de apagá-la.
Nenhum dos corpos carbonizados pôde ser identificado e já começaram os preparativos para uma sepultura em massa, em uma fossa comum.
O governo mandou uma comissão investigadora e o primeiro-ministro Ionatana Ionatana viajou hoje a Vaitapu para dar os pêsames aos familiares das vítimas.
Este foi o mais grave desastre na história do remoto "paraíso tropical" - condenado a desaparecer com a subida do nível do mar por causa do efeito estufa - desde que Tuvalu tornou-se independente da Grã-Bretanha em 1978, e hoje todos os edifícos governamentais e as lojas permaneceram fechados.
Tuvalu tem um produto interno bruto equivalente a cerca de dois milhões e meio de dólares, a menor economia do mundo.
No mês passado, o premiêr Ionatana visitou a Nova Zelândia para pedir acesso a um lugar no qual as pessoas possam emigrar permanentemente quando o aceano subir em decorrência do aquecimento global e termine por submergir os atóis.
Em fevereiro, a ilha principal e capital do país, Funafuti, se viu afetada por marés de 3,2 metros. Nenhum ponto do arquipélago.está a mais de quatro metros e meio acima do nível do mar.





