Porto Alegre, 1 (AE) - As pequenas indústrias de polímeros (plásticos, borrachas, tintas e vernizes) devem se unir em parcerias e consórcios para escapar do desaparecimento na competição com as grandes companhias que operam em escala nacional e global. A conclusão faz parte de uma pesquisa coordenada pelo professor Ricardo Baumhardt Neto, do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), junto a cerca de 100 empresas do setor no estado.
O estudo foi apresentado esta tarde no segundo workshop da Plataforma de Polímeros no Sul do Brasil (Plapsul), na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). De acordo com o professor, existem mais de 700 indústrias de polímeros no Rio Grande do Sul, sendo 70% de micro e pequeno portes com até cinco funcionários.
"A competitividade das pequenas empresas é preocupante porque, sozinhas, elas apenas terão condições de atender a micromercados", comenta Baumhardt. Os principais clientes dessas indústrias estão concentrados nos setores de móveis, calçados e eletroeletrônicos, que adquirem especialmente produtos semi-acabados como embalagens e componentes.
A necessidade de aumentar os padrões de qualidade e produtividade para seguir atendendo a esses mercados, porém, requer investimentos que elas não terão condições de suportar isoladamente.
De acordo com o professor, as pequenas indústrias de polímeros podem se associar para a instalação de laboratórios comuns de pesquisa e desenvolvimento, além de compartilhar estruturas de logísticas entre produtos não-concorrentes. Elas devem ainda buscar os programas oficiais de fomento como alternativa aos altos custos dos empréstimos no setor financeiro privado.
Outro segmento a ser explorado é o da reciclagem, entende Baumhardt. Ele ressalva que esta atividade pressupõe um grau de organização ainda maior entre as diversas etapas que vão da coleta à fabricação dos produtos. "Hoje as cooperativas que existem não são parcerias entre empresas, mas somente associações de desempregados", comenta.

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