Pentágono prestes a pedir que Clinton convoque 33.000 reservistas
Washington, 16 (AE-AP) - O Pentágono está se preparando para pedir ao presidente Bill Clinton que convoque cerca de 33.000 reservistas em apoio ao conflito em Kosovo, e é provável que o presidente aprove a solicitação, disseram funcionários do governo nesta sexta-feira (16).
O secretário de Defesa William Cohen disse hoje que não pode fornecer o número exato de reservistas que podem ser necessários
mas ele acrescentou: "Eu acho que será um número significante." Cohen disse que ele provavelmente apresentará a proposta a Clinton no início da próxima semana.
A convocação de reservistas incluirá 25.000 membros da Guarda Aérea Nacional em unidades de missões de abastecimento aéreo dos Estados Unidos e da Europa, de acordo com funcionários da defesa norte-americana.
Alguns especialistas em questões civis da Reserva do Exército também deverão ser incluídos, afirmaram funcionários.
Enquanto isso, o porta-voz do Departamento de Estado James P. Rubin disse haver evidências de "assassinatos em massa e valas comuns ligadas aos homicídios em massa" em uma área a oeste de Pristina, capital da província sérvia de Kosovo. Ele não tinha informação sobre o número de mortos.
Rubin também disse que de acordo com fontes independentes e declarações de refugiados, forças sérvias danificaram ou destruíram mais de 400 vilarejos e cidades em Kosovo, 45 delas entre a última semana e os últimos 10 dias.
Rubin também confirmou que o grande fluxo de refugiados foi retomado e que mais de 50.000 kosovares albaneses se aproximaram da fronteira para tentar escapar.
Cohen e o ministro italiano da Defesa Carlo Scognamiglio, que concedeu entrevista coletiva no Pentágono sobre a segurança do treinamento militar aéreo dos Estados Unidos na Itália, concordou que é muito cedo para considerar a utilização de tropas terrestres na Iugoslávia, mesmo que a campanha aérea da Otan não seja capaz de acabar com os ataques sérvios contra kosovares albaneses.
"Quando iniciamos esta ação, a idéia era que com os ataques aéreos conseguiríamos alcançar os resultados políticos que buscávamos", disse Scognamiglio, acrescentando que "nós veremos no futuro" se a campanha aérea funcionou. "Neste momento, o governo italiano deverá estar em posição de tomar uma decisão."





