Pentágono diz que está preparado, mas prevê mais ciberataques
Washington, 16 (AE-DOW JONES) - O Pentágono está "100% confiante" que os computadores que operam os sistemas militares de importância máxima, como os das forças nucleares e de radares de alerta de mísseis, não vão falhar na virada do ano. Embora a Rússia e outros países tenham assegurado ao Pentágono que também estão preparados para o bug, as autoridades norte-americanas acham que algumas forças norte-americanas estacionadas no exterior poderão enfrentar algum tipo de dificuldade.
"Acho que se pode antecipar que haverá algum tipo de problema" com os sistemas de computadores no exterior, disse o subsecretário de Defesa, John Hamre, aos repórteres numa entrevista no Pentágono sobre os preparativos para o bug. Ele acrescentou, no entanto, que é pouco provável que esses problemas levem a qualquer tipo de hostilidade militar. Como precaução, as forças norte-americanas estacionadas no exterior vão operar em nível de alerta levemente acima do nível dos EUA na virada do ano, disse o planejador do Pentágono para o bug, Bob Willard.
O Pentágono gastou US$ 3,6 bilhões para adequar os computadores do Departamento de Defesa e, dos 2.101 sistemas de computadores considerados críticos para as missões de guerra do Departamento, apenas dois não estão prontos, disse Hamre. Esses dois, que operam sistemas de inteligência, não vão ser usados até maio. "Não esperamos absolutamente nenhum problema no Departamento de Defesa", disse Hamre.
Ele afirmou, no entanto, que pode haver um aumento nos ciberataques aos computadores do Pentágono e, por isso, haverá pessoal extra para monitorar intrusões não-autorizadas nos computadores do Pentágono.
Não é possível saber se os militares russos terão problemas significativos na virada do ano, disse Hamre, mas as autoridades norte-americanas receberam garantias de que os russos também estão preparados. Um grupo de 18 a 20 militares vão se unir a igual grupo de norte-americanos num centro para a estabilidade estratégica em Colorado Springs, Colorado, a partir de 28 de dezembro, para partilhar dados de radares de alerta antecipado de míssil. O objetivo é garantir tanto a Washington quanto a Moscou que nenhum lado vai interpretar erroneamente qualquer atividade ligada a mísseis ou falhas de radares em torno do globo na virada do ano, afirmou Hamre.
O sistema de comunicação de linha direta entre Washington e Moscou para ser usado em tempos de crise também está preparado para o bug, acrescentou Hamre.





