'Pensei que não fizesse mal', diz mãe
Em Londrina, assim como no resto do Brasil, multiplicaram-se os locais onde se vende o narguile. O objeto é usado por jovens em bares e já há restaurantes que oferecem o narguile para uso dos clientes.
A estudante Ana Eliza Saab Bastos, de 21 anos, conta que é descendente sírio-libanesa, mas nunca tinha ouvido falar do narguile, até que amigos a convidaram para usar. ''Eu sempre propus a mim mesma que nunca iria fumar. Fiquei conhecendo o narguile com uns amigos, que o levaram em um barzinho e como falaram que era 'fraquinho', que era só o sabor, acabei experimentando. Mas na segunda vez que usei, fiquei meio enjoada, aí vi que era forte'', conta.
Da mesma maneira, achando que era algo inofensivo, Gildete Gôngora, mãe das gêmeas Camila e Bruna, de 17 anos, não via problema das filhas usarem o narguile. ''Fomos visitar um amigo que havia trazido o narguile da Turquia e achei bonito. Achei que era só a essência, só o 'cheirinho', por isso pensei que não fizesse mal. Depois que fiquei sabendo que era tabaco pedi para elas não usarem mais'', afirma.
As filhas chegaram a ''fumar'' o narguile poucas vezes, e têm opiniões diferentes sobre o hábito: ''Da primeira vez, odiei, porque não sabia nem puxar, depois gostei. Mas, vi muita gente usando, está uma febre, gente de 14, 15 anos experimentando, e pensei tem que ter alguma coisa errada. Fui me informar melhor na Internet e, aí, parei'', diz Camila. Já, Bruna, não vê problemas: ''Se você não traga como o cigarro, não faz mal'', opina.
''Na verdade ninguém sabe o que é, mas usa mesmo assim, virou 'modinha'. Acredito que faça mal, tanto quanto o cigarro, e se você usa muito fica com dor de cabeça'', conta um estudante de 21 anos, que produziu um narguile em casa. Nas lojas, o preço do objeto varia de R$ 40,00 a R$ 350,00, podendo chegar a mais de R$ 1 mil, modelos maiores e mais sofisticados. (C.P.)





