São Paulo, 02 (AE) - Cerca de 300 detectores de metais manuais estão sendo distribuídos nas penitenciárias de todo o Estado. O objetivo da Secretaria de Administração Penitenciária é interceptar a entrada de armas de fogo, armas brancas, celulares e serras e permitir a autuação em flagrante de quem estiver portando objeto proibido por lei.
"A iniciativa trará inúmeros benefícios para todo o sistema e a própria comunidade", afirmou o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Mário Jordão Toledo Leme. "Vamos combater resgates, tentativas de fugas e rebeliões."
A operação não é nova. Existe atualmente detectores de metais manuais espalhados em 30 presídios. Os atuais, segundo o secretário, são mais eficientes, modernos e de tecnologia de ponta. "O material é de fabricação nacional e custou R$ 38.000", conta. "Além disso, outras medidas de segurança de ordem sigilosa estão sendo criadas no sistema penitenciário."
A maior apreensão de armas realizada nos últimos 30 anos aconteceu em dezembro de 1999. Foram recolhidas seis pistolas, um revólver e 178 cartuchos dentro de quatro celas do Pavilhão 3 da Penitenciária do Estado, na zona norte. Foram localizados também 32 telefones celulares e uma pistola calibre 45 em poder dos presos. A distribuição começou a ser feita hoje e termina amanhã.

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