Guarapuava - A terceirização de serviços dentro dos presídios industriais do Paraná deve ser adaptada e implantada em cinco presídios federais que o governo construirá este ano. A afirmação foi feita ontem pelo ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, depois da visita a penitenciária industrial de Guarapuava. O ministro elogiou o funcionamento da unidade que, segundo ele, cria um ambiente propício à recuperação, aliando trabalho e educação.
A penitenciária industrial de Guarapuava é a primeira do País a abrigar uma unidade industrial privada. Com capacidade para 240 presos, a penitenciária custou R$ 5,3 milhões e, conforme o ministro Aloysio Nunes Ferreira, alia segurança absoluta, disciplina e recuperação. Para o ministro, o sistema penitenciário tem cumprido seu papel mediante técnicas de organização, distribuição de espaço, vigilância eletrônica, policiamento dos arredores e disciplina. ‘‘O preso cumpre sua pena e se prepara para voltar a sociedade’’, destacou.
De acordo com o ministro, a intenção do governo é adequar alguns aspectos do serviço terceirizado implantado na penitenciária e levá-los aos cinco presídios federais para presos perigosos que o governo pretende construir ainda este ano. ‘‘É uma fase que tem de ser feita. Teremos de contratar serviços e ter atividades laborais, além de reduzir o contingente de 250 para 240 presos’’, exemplificou. O governador Jaime Lerner, que acompanhou o ministro, lembrou que o Paraná atua ao mesmo tempo nas causas e nos efeitos da criminalidade, dando atenção a área penitenciária e estão construindo casas de custódia para retirar os apenados das delegacias.
Para o ministro Aloysio Nunes Ferreira, muitas das propostas apresentadas pelo governo de São Paulo para o combate à criminalidade darão resultado imediato, entre elas, as que dizem respeito às comunicações e ao uso de celulares nos presídios. Conforme o ministro, é essencial nos casos de sequestro a colaboração maior das empresas de telefonia com as investigações policiais, em especial quanto à quebra de sigilo das contas telefônicas em tempo muito curto.
O ministro citou que nem todas as empresas têm plantões com técnicos para proceder a quebra no momento exigido pela polícia. Para Ferreira Júnior, é preciso ainda reforçar a escuta telefônica e disponibilizar mais linhas. Ontem, segundo o ministro, o secretario de segurança do governo federal estaria em São Paulo conversando com a polícia paulista na tentativa de criar uma força tarefa, integrando as polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal, Federal e Receita para que se combata com mais eficácia o crime organizado.
O ministro disse confiar nas palavras dos presidentes da Câmara e do Senado de que será feito um mutirão para aprovar projetos que estão no Congresso e foram enviadas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. ‘‘São práticas que darão mais segurança e agilidade aos processos judiciais criminais’’, resumiu.

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