Bogotá, 02 (AE-AP) - Vinte pessoas, entre elas uma mulher e vários idosos, foram assassinadas num novo ataque atribuído pelas autoridades a grupos paramilitares em uma região montanhosa do noroeste colombiano.
O assalto começou na madrugada de terça-feira e se prolongou até a manhã de quarta em quatro vilas do município de Yolombó, cerca de 350 km a noroeste de Bogotá.
Vinte pessoas morreram no ataque, entre elas uma mulher, um jovem de 17 anos e pelo menos quatro homens com mais de 60 anos, todos com pelo menos um tiro, alguns na cabeça. Outros estavam com as mãos amarradas e seminús, disse à AP o médico Carelos Alberto González, diretor do hospital de Yolombó.
"Foi coisa de bárbaros", afirmou González, para cujo hospital foram levados desde a manhã de ontem de caminhão os corpos por autoridades da prefeitura. González, por telefone, disse que o veículo havia partido novamente ao meio-dia para as casas por causa de relatos de camponeses de que haviam outros dez corpos.
Porta-vozes da polícia de Yolombó afirmaram que o massacre foi promovido por paramilitares, ou bandos financiados por fazendeiros e narcotraficantes para enfrentarem a guerrilha esquerdista. Os policiais, entretanto, disseram desconhecer detalhes sobre como ocorreu o assalto e quantos homens dele participaram.
Em novembro do ano passado, outra ação atribuída a paramilitares provocou a morte de 13 pessoas nas mesmas vilas, disse González.
O novo massacre foi o mais recente atribuído a paramilitares. Em 20 e 21 de agosto bandos do tipo promoveram matanças nos municípios de La Gabarra e Tibú, mais de 500 km a noroeste de Bogotá e na fronteira com a Venezuela.
Nessas ações, 36 pessoas foram mortas e 14 ficaram feridas. O comandante da brigada do exército na região, general Alberto Bravo, foi afastado do posto por aparentemente não ter feito nada para deter os massacres apesar de ter efetivos na área.

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