Brasília, 16 (AE) - Pelo menos dez instituições de ensino superior, além das Universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp), já decidiram usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como parte de seus processos seletivos para ingresso. De acordo com a assessoria de Imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo teste, outras dez instituições, incluindo as Universidades Federais de São Paulo (Unifesp) e do Paraná, estudam fazer o mesmo.
A adesão das três universidades estaduais paulistas entusiasmou a presidente do Inep, Maria Helena Guimarães de Castro, que prevê a inscrição de 500 mil candidatos no Enem deste ano. A prova está marcada para o dia 29 de agosto e as inscrições, ao preço de R$ 20,00, poderão ser feitas em junho, nas agências dos Correios. "Já podemos pensar, para o futuro, em substituir a primeira fase do vestibular pelo Enem", arrisca ela, convencida de que a experiência paulista deverá espalhar-se pelo País.
Criado pelo MEC no ano passado, quando apenas 115 mil candidatos realizaram a prova, o Enem tem enfoque diferente do vestibular: em vez do acúmulo de conteúdos, avalia habilidades e competências adquiridas pelo aluno durante o ensino médio (antigo 2.º grau), ou seja, o que ele é capaz de fazer com o que aprendeu.
O acordo entre as três instituições paulistas prevê que o Enem poderá valer 20% da nota da primeira fase do vestibular (caso da USP e da Unicamp) ou da prova de conhecimentos gerais (caso da Unesp). A Unicamp havia, em março, decidido adotar o novo teste, mas só hoje sua Procuradoria Jurídica deu o sinal verde. "Nossa idéia na primeira fase é justamente medir as habilidades do aluno, deixando os conteúdos específicos para a segunda etapa", disse o pró-reitor de Graduação da Unicamp, Angelo Cortelazzo.

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