Pelé volta a fazer críticas à candidatura Brasil-2006
Barcelona, 26 (AE) - Pelé ratificou hoje em Barcelona, onde esteve para assistir à final da Copa dos Campeões da Europa, entre Manchester United e Bayern de Munique, a sua opinião de que o Brasil não tem condições de organizar a Copa do Mundo de 2006. "Não temos sequer um estádio em condições de receber uma partida válida pelo Mundial", disse o lendário jogador. "A única chance seria as empresas injetarem muito dinheiro, mas a situação econônima atual do País não permite."
Segundo Pelé, o Brasil poderia ter entrado na disputa por uma copa há três anos, quando o momento da moeda brasileira era melhor. "Disse ao com Zico e ao Tostão que não farei parte de nenhum comitê de candidatura."
áfrica - Ele disse que o País deverá esperar mais dez anos para acumular uma melhor estrutura. "Apoio a idéia da Fifa de prestigiar a candidatura de uma país africano; Marrocos seria uma boa opção, pois não teria nenhum problema financeiro."
Sobre Inglaterra e Alemanha, que também têm interesse em ser sede do Mundial de 2006, Pelé disse que os países poderiam unir-se, como foi feito com Japão e Coréia do Sul para a Copa de 2002.
A proposta do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de fazer uma copa a cada dois anos, ainda é confusa para Pelé. "Seria preciso fazer uma alteração completa no calendário internacional para que não houvesse um prejuízo para os clubes."
Por falar em calendário, Pelé afirmou que na sua época os jogadores não disputavam tantas partidas. "Mas, em compensação, não viajámos em aviões fretados e não ficávamos em hotéis cinco-estrelas."
Rivaldo - Perguntado pelos jornalistas espanhóis sobre quem seria melhor, Rivaldo ou Ronaldinho, Pelé foi enfático. "Rivaldo é mais completo", disse. "Ele é mais técnico, tem maior visão de jogo e poder de criação das jogadas."
Pelé também se aventurou a comentar os problemas crônicos que Ronaldinho apresenta nos joelhos desde a Copa do Mundo da França. "É psicológico", disse. "Trata-se de um jogador bastante jovem e precisa concentrar suas atenções mais dentro de campo do que em consultórios."





