Pelé apóia instituto que vai pesquisar doenças em crianças
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de setembro de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Igualar os índices de cura do Brasil aos melhores índices internacionais. Esta é a meta principal do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, de Curitiba, que inicia as atividades neste mês com o objetivo de pesquisar patologias complexas em crianças e adolescentes: câncer, Aids, doenças degenerativas, erros inatos do metabolismo, entre outras.
''Nos estados brasileiros com mais recursos, o índice de cura de câncer entre crianças é cerca de 20% menor na comparação com os países mais desenvolvidos'', afirmou Bonald Figueiredo, coordenador científico do Instituto. As pesquisas vão abranger diversas áreas, como genética molecular e biologia celular com enfoque em células-tronco.
Outro objetivo é passar o conhecimento desenvolvido para outras instituições. A princípio, o instituto terá sede numa área na Avenida Silva Jardim (região central de Curitiba). Um prédio para o projeto será construído num terreno nas proximidades. A edificação e os equipamentos devem custar ao todo cerca de 20 milhões de dólares. Para angariar estes recursos, o Instituto está em busca de parceiros.
O ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, Pelé, é um dos primeiros, mas sua contribuição não prevê doação de dinheiro. Os coordenadores da entidade acreditam que a imagem do Atleta do Século ajudará a divulgar o projeto. ''Dediquei meu milésimo gol às crianças e quero colaborar. Eu só jogo em time vencedor'', brincou Pelé, que ontem visitou o Hospital Pequeno Príncipe, ao qual o Instituto é ligado.
Segundo Pelé, médicos do Pequeno Príncipe apresentaram-lhe o projeto e ele engajou-se imediatamente. ''Nesses anos de carreira nunca decepcionei o Brasil nem dentro nem fora de campo, e me orgulho disso porque sou brasileiro'', disse. ''Tenho certeza de que será mais um projeto de orgulho para o Brasil.''
Pelé voltou a fazer um apelo para que o governo federal invista mais nas crianças. ''Sei que estou pedindo em momento complicado para o governo, mas a gente tem que acreditar como brasileiro'', salientou. Segundo ele, em todas as entrevistas pelo mundo afora as perguntas sobre corrupção no governo e sobre política são recorrentes. ''É triste não ter saída para uma coisa dessas'', lamentou. ''Vamos dar educação que aí a gente sai dessa.'' (Com Agência Estado) Leia mais sobre Pelé na pág. 10


