A onda de ataques contra policiais que atingiu São Paulo e as rebeliões em presídios no Paraná e outros estados trouxe reflexos na rotina de carceragens em Londrina. Na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) as atividades foram suspensas ontem para a realização de uma revista nas celas.
A medida impediu que os internos tomassem banho de sol, fizessem aulas e oficinas de trabalho. Até a apresentação de uma peça de teatro montada pelo internos foi cancelada. Já as visitas no fim de semana passado ocorreram normalmente.
De acordo com o chefe de segurança da PEL, Luciano Pereira dos Santos, as ações de bandidos em São Paulo foi uma das motivações para a mudança da rotina da penitenciária. ''A situação está normal. Não houve problemas ou nenhum tipo de desrespeito pelos internos. A rotina deve ser normalizada a partir de amanhã (hoje)'', disse Santos.
A busca nas celas foi feita pelos agentes penitenciários, sem apoio da Tropa de Choque. A vistoria terminou à tarde e nada foi encontrado. O presídio, projetado para abrigar 504 detentos, está com 585.
Excesso de detentos não é exclusividade da PEL. Os distritos policiais da cidade têm enfrentado rebeliões e tentativas de fuga constantes, atribuídas à superlotação. A Casa de Custódia de Londrina (CCL) está com 432 internos em 288 vagas.
O vice-diretor da CCL, Adilson Barbosa de Souza, disse que o setor de segurança da instituição tem ''redobrado os cuidados'', mas não foram necessárias vistorias extras. ''O nosso trabalho já é de alerta total. Não houve incremento nas revistas, apenas um aumento da atenção'', garantiu.

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