PEL encerra contratos com empresas suspeitas
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quinta-feira, 22 de março de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) recebeu ordem da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania para não renovar o contrato de três das 10 empresas que utilizam mão-de-obra de presos em oficinas da unidade. A informação foi confirmada por uma fonte que trabalha na PEL, mas que preferiu não se identificar.
As três empresas, de Londrina e região, são suspeitas de fabricar bolsas e bolas pirateadas de marcas famosas. O caso está sendo apurado pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), que na semana passada esteve na PEL e recolheu materiais.
''Soube hoje (ontem) dessa determinação (de não renovar os contratos), que possivelmente pode ter ocorrido em virtude de nossa visita. A PIC não está acusando ninguém, apenas cumprindo seu dever de investigar uma denúncia'', afirmou um dos promotores da PIC, Cláudio Esteves. Segundo ele, será preciso concluir a perícia dos produtos recolhidos na penitenciária para apontar a existência de irregularidades.
''Vamos averiguar se há ou não autorização (para a reprodução de produtos de marcas famosas), ou mesmo se as empresas dependem de autorização para isso'', ponderou Esteves. Segundo a fonte da PEL, as empresas investigadas estariam usando logomarcas e logotipos de grifes de renome.
A mesma fonte informou que os contratos com as empresas investigadas venceriam no fim do mês, mas que a ordem do Estado é para que não sejam renovados. O contrato mais antigo é de 1994, ano de inauguração da PEL. Com a medida, 70 dos 585 presos da PEL (dados atualizados ontem) ficarão sem o trabalho que rende dinheiro - geralmente enviado para as famílias - e progressão de pena (um dia para cada três trabalhados).
A PEL vinha sendo alvo de polêmica por outro motivo: o anúncio de que a unidade passaria a receber somente presos provisórios assim que o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) fosse inaugurado. Se a medida for colocada em prática, é possível que todas as oficinas da PEL sejam desativadas.


