PEL 2 tem 50 presos transferidos após motim
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sexta-feira, 09 de outubro de 2015
Celso Felizardo <br> Reportagem Local
Cinquenta presos foram transferidos ontem da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2). Trinta deles foram encaminhados para a Casa de Custódia de Londrina (CCL) e 20 para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1). Os 1.085 presos que ficaram foram divididos em três grupos, uma maior com cerca de 500 pessoas, e outros dois com aproximadamente 250 detentos. Como a prisão ficou toda destruída durante o motim, os serviços funcionam de modo precário.
No começo da tarde de ontem, familiares de presos organizaram um protesto e bloquearam a PR-445 no trecho próximo ao viaduto do Jamile Dequech, zona sul de Londrina. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), ambos os sentidos permaneceram totalmente interditados até o início da noite.
A movimentação que reuniu cerca de 100 pessoas começou por volta das 12h30. As mulheres dos detentos usaram pneus e outros objetos para impedir a passagem de veículos. Elas reclamavam da falta de notícias por parte da Polícia Militar (PM) e Departamento de Execução Penal (Depen) quanto ao estado de saúde dos detentos.
A pedido do Juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, e do comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Marcos Antônio Wosny Borba, os vereadores Lenir de Assis (PT), Elza Correia (PMDB) e Roque Neto (PR), da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, com representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) negociaram a desocupação da PR-445 junto aos familiares de detentos da PEL 2.
De acordo com a vereadora Elza Correia, a comissão conseguiu uma listagem com o nome dos presos que permaneceram na unidade e dos 50 que foram transferidos. Os integrantes da comissão informaram também o estado de saúde de cerca de dez presos que sofreram ferimentos durante o motim. O comando da PM garantiu que eles estão recebendo medicamentos e que todos têm acesso à água e comida.
Os familiares dos detentos liberaram o trecho da rodovia no início da noite com a promessa de que a barreira policial se aproxime do presídio. As autoridades se comprometeram a disponibilizar boletim diário para os familiares dos presos sobre a situação dentro da prisão.
Segundo Elza, a situação é precária e demanda de uma reforma emergencial nos próximos 15 dias. Segundo ela, o serviço ainda funciona de forma precária e novos tumultos não estão descartados. O estrago ainda não foi calculado, mas todo o prédio sofreu com a destruição. (Colaborou Samara Rosenberger/Grupo Folha)