PEL 2 segue sem data para reforma emergencial
Apesar das barreiras terem sido retiradas da PR-445, o clima de insegurança ainda é grande no entorno da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2). A Polícia Militar faz rondas constantes para evitar novas fugas. Segundo cálculos estimados do Departamento de Execução Penal (Depen), na sexta-feira, haviam 967 presos na penitenciária, 180 a menos que no dia da rebelião. O órgão chegou a divulgar 25 presos foragidos, mas após recontagem, corrigiu o número para 20. Com exceção de Éder Henrique Lopes da Silva, de 28 anos, que morreu após ser jogado do telhado, o restante foi transferido para unidades de Londrina e da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Familiares de presos ainda especulavam a possibilidade de existir corpos escondidos nos escombros. A Polícia Militar mobilizou cães farejadores para acabar com as incertezas. De acordo com o representante da Comissão do Sistema Prisional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Carlos Mancini, todos os pequenos reparos essenciais que foram feitos até agora não tiveram apoio do governo estadual.
A presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Paraná (Sindarspen), Petruska Sviercoski, informou que não há condições de segurança para os agentes. Os presos continuam amontoados em três pátios e mantidos apenas pela força policial. "Os presos estão em um espaço muito reduzido e estão ficando revoltados. É preciso uma solução urgente, ou novos motins podem ocorrer", adverte.
O Depen ainda não tem estimativa dos prejuízos. A vereadora Lenir de Assis, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, informou que o Comitê de Gestão está cobrando prazos do governo estadual para a reconstrução da PEL 2. "Estão tirando os entulhos e os presos estão em uma situação degradante, principalmente em relação a higiene. Queremos a reconstrução da PEL 2 em sua totalidade e com urgência. A segurança de toda a cidade está em risco", comentou. (C.F.)





