Pefelista pedirá a ACM e Bornhausen intervenção no diretório do Rio
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Gilse Guedes e Wilson Tosta 
Rio, 07 (AE) - O deputado federal Eduardo Paes (PFL-RJ), ligado ao ex-prefeito César Maia, reúne-se amanhã (08) com o presidente nacional do partido, Jorge Bornhausen, e o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), para pedir que a executiva nacional do PFL determine a intervenção no diretório municipal do Rio e entregue o comando do PFL carioca ao grupo de César Maia. Parlamentares da corrente partidária de Maia, em declarada guerra política contra o prefeito Luiz Paulo Conde (PFL), ameaçam deixar o PFL e negociar uma chapa com um candidato a prefeito do PSDB, PMDB, PPB ou até mesmo do PT.
A briga interna no PFL começou no início do ano quando Conde
apadrinhado por Maia, resolveu lançar-se candidato à reeleição em 2000, decisão que contrariou os interesses do ex-prefeito. Nos últimos dias, integrantes do grupo de Maia ficaram ainda mais irritados com uma entrevista do prefeito reafirmando sua candidatura no próximo ano.
"Só faltou o Conde dizer que o Brasil só foi campeão em 1994, porque era secretário e deu alguma dica ao Parreira", ironizou hoje Eduardo Paes ao comentar as declarações do prefeito. "Conde conseguiu aprender rapidamente as duas coisas mais terríveis na política: a ingratidão e o uso da máquina", completou. Paes vai pedir a Bornhausen que dissolva a atual executiva municipal, que, segundo ele, foi eleita de forma irregular.
Denúncia - O vereador Ruy Cesar ameaça deixar o PFL com mais três vereadores, caso a executiva nacional não intervenha no diretório municipal em favor de Maia. Ele disse que seu grupo já está em negociação com integrantes do PTB, PSDB, PPB e PMDB para a composição de uma chapa para a prefeitura do Rio.
Para aumentar o poder de fogo contra Conde, ele está disposto a reforçar a briga na Câmara de Vereadores. Ruy Cesar entrou hoje com um requerimento na Câmara pedindo que seja investigada a denúncia de que a Artplan, do presidente municipal do PFL, Rubem Medina, estaria prestando serviços à prefeitura do Rio por meio de um "subcontrato" com a agência de publicidade DPZ. Procurado pela reportagem, o prefeito não quis dar entrevista.


