Imagem ilustrativa da imagem Pedreiros de escola estadual de Cornélio Procópio param por falta de pagamento
| Foto: Divulgação/Sintracom



Trabalhadores da construção civil responsáveis pela construção de uma escola em Cornélio Procópio resolveram cruzar os braços depois que deixaram de receber os salários da empresa contratante, com sede em Santa Catarina. Eles aguardam um posicionamento patronal até a segunda-feira (1º). Os cerca de 30 funcionários que atuavam na construção do Colégio Estadual William Madi protestaram nesta quarta-feira (26) em frente ao Núcleo Regional de Educação contra a falta de pagamentos dos ganhos de agosto por parte da Nakazima Engenharia.

A construção do colégio William Madi já é envolto em polêmicas orque a obra é uma das que foi elencadas na Operação Quadro Negro, deflagrada pelo Ministério Público contra um esquema de pagamentos por trabalhos não executados em várias unidades escolares por todo o Paraná.

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Em janeiro, um novo contrato foi firmado, agora entre a Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional) e a Nakazima, no valor de R$ 4,4 milhões, dos quais cerca de 34% seriam destinados à mão de obra. Entretanto, segundo o advogado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Jorge Custódio, os trabalhadores estão sem receber o salário referente ao mês de agosto (que deveria ser pago no quinto dia útil de setembro), o vale-compras no valor de R$ 553 e o vale salarial, no valor de 40% do total, que deveria ser pago no dia 20 – valores e datas estão previstos na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria.

Revoltados, os trabalhadores pregaram cartazes nas grades da unidade em construção e protestaram em frente à prefeitura e ao NRE. Segundo Custódio, eles entraram com pedido de bloquei de R$ 260 mil do governo do Paraná para garantir os pagamentos da rescisão indireta dos contratos – o advogado calcula que, entre salários, direitos e multas, o valor total a ser pago passa de R$ 230 mil. "Mas eles decidiram esperar até segunda, porque parece que devem sair os pagamentos", disse Custódio.

Apesar de dizer que não há atrasos nos repasses para a construtora, a assessoria de imprensa do Fundepar admitiu que "houve uma delonga no último em função de questões burocráticas advindas de mudanças ocorridas nas diretorias" do instituto. O órgão de comunicação disse que a fatura será paga nesta sexta-feira (28), mas não informou o valor.

O Fundepar também negou que o atraso no repasse tenha algo a ver com a Operação Quadro Negro. "As obras atuais não têm relação nenhuma com as anteriores", informou. Ainda de acordo com o órgão, o representante da empresa acertou a retomada das obras para a semana que vem.

A FOLHA tentou entrar em contato com a construtora por dois números de telefone – um constante no contrato com a Fundepar e outro, encontrado na internet -, com DDD de Santa Catarina, mas os números só dão sinal de ocupado.

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