Pedreiro morre afogado em lago
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quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O pedreiro Dirceu Pereira dos Santos, 53 anos, morreu afogado na tarde de ontem no Lago Cabrinha, Zona Norte de Londrina. Desde que o parque foi inaugurado, em setembro de 2004, esta é a quarta pessoa a perder a vida nadando no local. A população cobra providências para evitar outras mortes e alerta que os casos de afogamentos podem aumentar na zona urbana com a conclusão do Lago Norte, na mesma região.
De acordo com o subtenente do Corpo de Bombeiros, Saul de Lima Brenzink, o pedreiro havia entrado no lago e estaria nadando em um trecho com profundidade entre três e quatro metros quando começou a se afogar. Ele ainda teria pedido ajuda para pescadores mas ninguém conseguiu fazer o salvamento. Quando a viatura dos bombeiros chegou, Santos já estava morto. Momentos depois de ser retirado do lago, familiares do pedreiro chegaram ao local e identificaram o corpo. Chocados com a notícia, ninguém teve condições de falar com a imprensa.
Os bombeiros não recomendam o uso dos lagos urbanos - Cabrinha, complexo do Igapó, Lago Norte e outros - para a prática de natação. O subtenente lembra que estes pontos são impróprios para banho por serem profundos e o lodo do fundo pode esconder buracos e armadilhas. ''As pessoas não devem utilizar esses locais para banho porque o risco de afogamento é muito grande'', reforçou. Segundo Brenzink, há várias semanas os Bombeiros estão percorrendo os parques e orientando os frequentadores a não entrarem na água.
Morador há 30 anos na região onde foi construído o Cabrinha, o funcionário público Antônio Fonseca, 49 anos, afirma que só o trabalho feito pelos bombeiros é insuficiente. Dois anos depois da inauguração, quatro pessoas já morreram afogadas no mesmo trecho. Para Fonseca, isso indica a necessidade de uma pessoa fixa em cada lago para fiscalizar de perto, alertar sobre os riscos e acionar ajuda em caso de necessidade. ''Nos finais de semana, isso aqui fica cheio de crianças. Muitos, também ficam bebendo e depois entram na água. Falta segurança e, enquanto não tiver isso, infelizmente vai continuar acontecendo o que aconteceu hoje (ontem)'', lamentou.
Enquanto os bombeiros e o Instituto Médico Legal (IML) concluíam o trabalho de retirada do corpo do pedreiro do lago e a remoção para a necropsia, há poucos metros do Cabrinha, no Lago Norte, crianças e adolescentes nadavam nas águas barrentas e cheias de sujeira. Sem fiscalização, as placas de ''proibido nadar'' eram ignoradas.


