Pedidos de revisão aumentam filas no INSS
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - As longas filas de aposentados nos postos da Previdência, que nos últimos dias desgastaram o governo e abalaram o prestígio do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, não são apenas de idosos tentando se recadastrar. Muitos deles ali estão de olho em uma data fatal, o próximo dia 20, quando termina o prazo para pedir a revisão dos valores pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por lei, é possível conseguir aumentos, em casos especiais, para quem pediu aposentadoria ou pensão entre 1977 e 1988.
Assim, enquanto muitos desses aposentados, assustados com a ameaça do ministro, se afligiam para conseguir o recadastramento e garantir a continuidade dos pagamentos, outros tentavam entender quais os documentos necessários, e como preenchê-los, para se candidatar ao aumento. Na cidade de São Paulo, o medo de perder o prazo fez aumentar em 40% o número de segurados atendidos por dia nas agência do INSS. A média diária de atendimentos saltou de mil segurados para 1,4 mil por posto.
Eles precisam pedir uma cópia da carta de concessão do benefício, a memória de cálculo e a relação dos salários de contribuição (base do recolhimento mensal). Com esses papéis, poderão entrar com a ação de revisão de benefício na Justiça. Dia 20 de novembro completam-se cinco anos da Lei n.º 9.711, que lhes garante o direito à revisão.
Morte O aposentado Ênnio de Freitas, 76 anos, morreu ontem, em Taguatinga, cidade satélite de Brasília, enquanto tentava obter informações sobre a correção do valor da sua aposentadoria. Safenado e com problemas cardíacos, Freitas caiu na rua e foi levado para o hospital pela Polícia Militar, mas não há informação se ele chegou a entrar no posto do INSS ou se passou mal antes de chegar lá.
De acordo com sua mulher, Marly de Freitas, o aposentado foi sozinho ao posto sem avisar a família. Na segunda-feira, ele já havia ido ao posto do INSS, no centro da cidade, em busca de informações sobre a revisão do valor da aposentadoria para ver se tinha direito ou não ao reajuste retroativo. Lá, segundo contou sua mulher, teria sido orientado a buscar um documento no posto de Taguatinga.


