Maceió, 10 (AE) - Os delegados da Polícia Civil alagoana Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade de Alencar, que comandam as investigações sobre as mortes de Paulo César Farias e Suzana Marcolino, entregaram hoje ao juiz da 2ª Vara Especial Criminal de Maceió, Alberto Jorge Correia de Lima, o pedido de quebra de sigilos bancários, fiscal e telefônico do médico legista Fortunato Badan Palhares e dos quatro Pms que trabalhavam como seguranças de PC. A decisão do magistrado deverá ser anunciada amanhã (11).
Segundo os delegados, o objetivo da quebra de sigilo bancário e fiscal é detectar sinais de enriquecimento ilícito. Na opinião de Lessa e Alencar, o laudo de Palhares, referendando a versão de crime passional defendida pela polícia no primeiro inquérito, é suspeito e tem várias discrepâncias. Para os delegados, a tese de homicídio seguida de suicídio foi desmontada. "Estamos trabalhando agora para provar que houve um duplo assassinato", afirmou Lessa.
Hoje, os delegados interrogaram os cabos Pms Reinaldo Correia de Lima e Adeildo Costa dos Santos, que trabalhavam como seguranças de PC no dia do crime, na casa de praia onde os corpos foram encontrados, em 23 de junho de 1996. Os dois se recusaram a responder a todas as perguntas dos delegados e saíram do interrogatório indiciados como co-autores do assassinato do casal. O interrogatório aconteceu na sede da Polícia Federal e foi acompanhado pelo advogado da família Farias, José Fragoso Cavalcanti, que defende os quatro Pms.
Amanhã (11), está previsto o depoimento da agente policial Sherly Maria Cabral de Souza, que atua como assistente de perícia no departamento de Polícia Científica da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. Segundo os delegados, o depoimento é importante porque foi ela quem fotografou a cena do crime. No início da próxima semana, os delegados viajam a São Paulo e na quarta-feira deverão concluir o inquérito.

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