Pedido de cassação do ex-presidente da CPI dos Fiscais é rejeitado
São Paulo, 23 (AE) - O pedido de cassação do mandato do ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), apresentado pela vereadora Maeli Vergniano, foi rejeitado pela Assessoria Técnica da Câmara por falta de consistência jurídica e provas. Maeli, que foi acusada pela CPI dos Fiscais de improbidade administrativa, acusou Cardozo de usar em proveito próprio carro blindado cedido pela General Motors. O veículo foi cedido por causa de ameaças de morte que Cardozo teria sofrido durante os trabalhos da CPI dos Fiscais.
"Sinto-me orgulhoso por ter a minha cassação pedida pela vereadora Maeli Vergniano", disse hoje Cardozo em plenário. Além das questões técnicas, os governistas avaliaram que o pedido de Maeli foi um erro político. Na avaliação dos governistas, a aprovação do requerimento transformaria Cardozo no grande mártir da cidade. Um vereador do PPB, que pediu para que seu nome não fosse revelado, disse que já basta o espaço conquistado por Cardozo na mídia. Controle legislativo - A revanche governista incluiu a retomada do controle do processo legislativo e não poupou nem mesmo o pepebista Salim Curiati Júnior, considerado oposição pelos vereadores que apóiam o Executivo. Curiati foi retirado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por deliberação da bancada pepebista. Os governistas prometiam aprovar ainda hoje alterações profundas no Regimento Interno da Câmara. A estratégia é acabar com os dois turnos para aprovação de projetos, encerrar as discussões em plenária por maioria de 28 votos e criar o voto em bloco.
Na prática, os partidos de oposição perderão os poucos instrumentos que dispõem para tentar impedir a aprovação de projetos polêmicos. Ao ser questionado se estavam recriando o "rolo compressor" dos quatro anos da gestão do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), o vereador Viviani Ferraz (PL) foi categórico: "É o tatuzão do Maluf". (F.M.)





