São Paulo - Funcionários da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, querem melhores condições de trabalho com maior segurança e o afastamento do diretor. Um monitor foi assassinado anteontem durante uma rebelião. Os funcionários se recusaram a entrar para o trabalho ontem. A Polícia Militar ocupou a unidade.
As reivindicações foram levadas por representantes do sindicato da categoria para o presidente da Febem, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. Segundo a assessoria da Febem, o afastamento do diretor Antonio dos Anjos será avaliado. Costa pediu 24 horas para dar uma resposta aos funcionários. Sobre a questão da segurança, uma comissão permanente deverá ser criada envolvendo sindicato e diretoria da Febem.
O agente Rogério Rosa, 32 anos, foi assassinado por internos durante rebelião que começou por volta das 16h, quando um grupo de infratores da ala G que abriga 44 adolescentes - rendeu três funcionários no momento em que foi liberado para jogar futebol. Segundo a Febem, os internos agrediram Rosa e impediram, por 45 minutos, que ele fosse socorrido. Ele morreu a caminho do hospital. Outros dois funcionários ficaram feridos.
Sete dos 44 internos com mais de 18 anos foram autuados em flagrante por homicídio e levados até a delegacia. A Corregedoria da fundação vai investigar o motivo do assassinato. Segundo promotores, Rosa foi apontado por alguns internos como autor de agressões contra adolescentes.
A unidade abriga 350 internos e deverá ser desativada até o final do ano.

mockup