Campo Grande - O Ministério da Justiça anunciou ontem que a Polícia Federal pediu a prisão preventiva de três funcionários da fazenda Brasília do Sul, em Juti (325 km ao sul de Campo Grande), suspeitos de envolvimento na morte do líder indígena Marcos Verón, 74. A informação, no entanto, não foi confirmada pela Superintendência da Polícia Federal em MS.
Verón morreu anteontem em um hospital de Dourados poucas horas depois de ter chegado com ferimentos, principalmente na cabeça. Laudo médico confirmou que o líder caiová foi espancado e sofreu traumatismo craniano.
O chefe da Funai em Dourados, Jonas Rosa, disse que os índios relataram a presença de policiais lotados no DOF (Departamento de Operações de Fronteira) durante o conflito entre cerca de cem caiovás e funcionários da fazenda Brasília do Sul, que teria ocorrido no último domingo, durante invasão da área.
O DOF, unidade especial que reúne policiais militares e civis, nega a informação.
A Polícia Federal, que está com duas equipes no local, não informou se essa acusação apareceu nos depoimentos prestados pelos índios.

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