São Paulo, 30 (AE) - A promotora Ana Cristina Ioriatti Chami, da Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, pediu hoje a prisão de Antônio Roberto Pinheiro, dono do Circo di Nápoli. Denunciado por maltratar sete animais que participam dos espetáculos e deveriam ser transferidos para o zoológico do Rio de Janeiro, ele não cumpriu a ordem judicial, cujo prazo encerrou-se hoje.
A apreensão e transferência dos animais (um elefante, dois tigres, um lhama, um urso, um chimpanzé e uma avestruz) foi decidida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, após denúncias de moradores de São Sebastião, onde o circo estava instalado. Técnicos do Instituto Brasileiro do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Aliança Internacional do Animal (Aila), uma organização não-governamental, constataram as péssimas condições de vida dos animais.
O dono do circo recorreu da decisão e obteve duas liminares, que sustaram a apreensão. Mas o Ministério Público conseguiu a cassação das medidas e o Ibama ficou com a responsabilidade de transferir os animais para local adequado. A Fundação RioZôo, que administra o zoológico do Rio de Janeiro, aceitou receber e tratar os animais apreendidos. (Kazuo Inoue)

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