Roma, 30 (AE-ANSA) - A promotoria pública de Perugia, no norte da Itália, pediu hoje (30) a pena máxima do país, a prisão perpétua, para o ex-primeiro-ministro italiano Giulio Andreotti, acusado de ser um dos mandantes do assassinato a tiros do jornalista investigativo Carmine "Mino" Pecorelli, em 1979, em Roma.
Os promotores pediram que seja emitida a mesma sentença para o ex-magistrado Claudio Vitalone o os mafiosos Gaetano Badalamenti e Giuseppe Caló, também tido como os autores intelectuais do crime, e Michelangelo la Barbera e Massimo Carminatti, que executaram o jornalista.
Andreotti foi um dos mais destacados políticos italianos do pós-guerra. Membro do partido Democrata Cristão, foi primeiro-ministro por seis vezes e atualmente ocupa o cargo de senador vitalício. pecorelli era diretor da revista osservatorio Politico e ia publicar uma reportagem sobre o sequestro e assassinato do estadista e presidente da Democracia Cristã Aldo Moro pelo grupo terrorista Grigadas Vermelhas, em 1978. Há especulações de que ele foi morto porque estava tentando subormar políticos de renome, ameçando publicar dados comprometedores sobre o caso Moro.
A investigação sobre o assassinato foi encerrada em 1991, sem resultados, e reaberta em 1993 porque o ex-mafioso Tommaso Buscetta declarou à Justiça que Pecorelli foi morto pela máfia siciliana a mando de Andreotti. Buschetta foi capturado no Brasil, mas obteve a liberdade em troca de colaboração com a Justiça italiana. Hoje ele vive escondido, com nova identidade, nos EUA.

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