Pedida libertação de fotógrafo de agência internacional
Bogotá, 27 (AE-AP) - Colegas e a agência internacional Reuters pediram hoje a libertação do fotógrafo detido ontem por rebeldes do Exército da Libertação Nacional (ELN).
"A Reuters considera inaceitável que um fotógrafo que trabalhe para a agência seja mantido em cativeiro pelo ELN", disse a agência de notícias com sede em Londres em uma declaração para a imprensa.
O repórter fotográfico Henri Romero, de 42 anos, que presta serviço para a agência, foi detido em Jamundi, uma localidade nas montanhas perto de Cali, a 300 quilômetros a sudoeste de Bogotá.
Junto com ele havia outros fotógrafos que foram ao local ante versões de um encontro entre rebeldes e familiares de um grupo de fiéis sequestrados pelo ELN em uma igreja de Cali no dia 30 de maio passado.
Romero,fotografou há alguns meses, com a permissão dos guerrilheiros, o grupo de sequestrados da igreja La María, em Cali. Nas fotografias apareceram os rostos de alguns comandantes da organização.
Oswaldo Páez, outro fotógrafo que foi a Jamundi, assegurou que os insurgentes afirmaram que Romero seria "submetido a um processo revolucionário" por causa da divulgação das fotografias que mostram os rostos de alguns comandantes.
Entrevistada pelo canal de TV particular Caracol, a mulher de Romero, María Auxiliadora, pediu esta tarde respeito pela vida do repórter fotográfico, pai de quatro filhos. O canal transmitiu imagens de Romero em um lugar montanhoso e úmido, ao lado de dois rebeldes armados, enquanto outros fotógrafos caminhavam em sentido contrário.
Reunidos na praça Bolívar, na capital, cerca de 20 fotógrafos pediram a libertação de Romero e protestaram contra a atitude do grupo rebelde.
Alguns líderes do ELN mantiveram recentes contatos em Cuba com delegados do governo de Andrés Pastrana com o objetivo de viabilizar diálogos de paz.
No dia 12 de abril, o grupo sequestrou 41 passageiros de um avião comercial desviado pelos rebeldes em pleno vôo e forçado a aterrissar em um local no norte do país. Quinze destes passageiros continuam em poder do ELN.
Um mês e meio depois do sequestro do avião, um comando do ELN entrou na igreja em Cali, em plena missa dominical e colocou em dois caminhões centenas de fiéis. Continuam detidos 26 pessoas que estavam na igreja.





