Pedida liberdade de Borracha
Marcos Zanatta
De Maringá
O advogado José Paulo Pereira Gomes pediu o relaxamento da prisão preventiva do lavrador Jair Firmino Borracha, preso em Paranavaí acusado de ter matado Eduardo Anghinoni, irmão do líder do MST, Celso Anghinoni. Eduardo foi morto com cinco tiros no dia 29 de março passado dentro da casa do irmão, no assentamento Pontal do Tigre. Gomes pretende pedir na próxima segunda-feira o habeas-corpus de Borracha no Tribunal de Justiça.
O advogado baseou-se em laudo do legista Luiz Antonio Ricci de Almeida, de que o tiro que matou Eduardo foi disparado a meio metro de distância. Segundo testemunhas, os tiros foram disparados a pelo menos três metros de onde Eduardo estava. A versão do médico legista, sustenta o advogado, inocenta Borracha, apesar do laudo de balística apontar que os tiros saíram da arma dele. Gomes afirmou que estuda a possibilidade de pedir a reconstituição do crime, alega. A Folha não conseguiu falar com Celso Anghinoni ontem.





